Após o BBB21, João Luiz dá conselho para quem quer viver plenamente sua sexualidade: "Buscar uma rede de apoio"

No Mês do Orgulho, ele relata a importância da família e dos amigos e pede respeito à diversidade

  Reprodução Big Brother Brasil / gshow

Após o BBB21, João Luiz dá conselho para quem quer viver plenamente sua sexualidade: "Buscar uma rede de apoio"

No Mês do Orgulho, ele relata a importância da família e dos amigos e pede respeito à diversidade

Durante o Big Brother Brasil 21,  João Luiz foi um dos grandes símbolos de representatividade para as comunidades negra e LGBTQIA+ e conquistou uma legião de fãs e admiradores. Firme em sua postura e em suas convicções, ele conquistou espaços e agora se tornou influenciador.

No mês dedicado ao orgulho e à diversidade, ele relatou em conversa com a CONTIGO!, como foi seu processo de descoberta, as dores e delícias de ser gay em um país preconceituoso e a importância do acolhimento da família. Ele ainda aconselhou jovens que buscam a aceitação de amigos para viverem com plenitude. Um dos destaques do reality, o professor de geografia também lembra que a presença de diversidade em produções para a TV é parte fundamental do processo de identificação. Há muitos anos, ela não era sequer notada.

“O elenco dos reality shows há 20 anos era completamente diferente e bem menos diverso do que hoje. Agora a gente tem uma representatividade muito maior, não só de pessoas LGBTQIA+, mas de pessoas negras. Os reality shows são coisas que entram na casa das pessoas, que as pessoas gostam e faz parte do dia a dia de todo mundo. Quando a gente coloca essa representatividade lá é interessante para a gente poder normalizar essas coisas também”, revela ele.   

Para o ex-BBB, a presença de pessoas com identidades múltiplas em um programa como o BBB, é essencial para que o público se identifique com os participantes:  “Se você ver diariamente essas pessoas com você, na sua casa, você vai se identificar com elas. A  representatividade existe e tem que existir. Mas ela não precisa necessariamente ser só dentro do reality, ela tem que ser em todos os espaços. Na novela, na mídia, na imprensa, na publicidade”.

ACOLHIMENTO DA FAMÍLIA
Membro de uma família repleta de diálogo, ele conta que expor sua sexualidade foi algo bem simples e natural. Ele foi acolhido pelos pais e dos amigos próximos e não enfrentou grandes dificuldades - algo que ele sabe, é um privilégio. “Eu acho que esse meu lado de tentar sempre acolher as pessoas veio muito desse meu traço familiar. Pelo fato de eu ter me assumido muito cedo também, minha mãe e meu pai sempre entenderam isso de uma forma muito leve, tranquila. Assim como meus amigos mais próximos”, conta ele.

Apesar do acolhimento, ele revela que houve exceções. Algumas pessoas se afastaram dele por verem a sua sexualidade como um problema e não quiseram continuar criando um vínculo. “Se essas pessoas não conseguem ter um convívio comigo, e se afastaram de mim por algum motivo, então nunca foram meus amigos. Eu tive uma experiência positiva nesse lado de que eu fui acolhido por muita gente, mas tiveram pessoas que não estiveram comigo nesse momento”, desabafa.

PRECONCEITO
João Luiz relata que a homofobia é algo em que, infelizmente, ele enfrenta diariamente. Segundo ele,  muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+ também passam pelo mesmo e podem relatar histórias parecidas. “Eu percebo essas coisas durante o meu cotidiano em vários momentos. Às vezes é um olhar, um xingamento, um comentário maldoso, um comentário preconceituoso. São muitas, inúmeras experiências. Desde quando eu era criança até o dia de ontem”.

Apesar de já calejado em lidar com o preconceito, João Luiz deixa claro que não consegue, e nem quer, se acostumar a passar por isso. Mesmo sendo algo que o acompanha, ele acredita que não deve ser normalizado. “Eu vejo muito a história das pessoas LGBTs associadas a históricos de dor ou de violência, física, emocional, psicológica. Não é uma situação confortável. Quando a gente bate de frente com essas coisas, é o momento onde a gente está dando um basta. A gente não quer mais viver isso, a gente está cansado. São coisas que eu realmente não me acostumo”, desabafa.

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Camilla de Lucas

Camarote - Influenciadora, 26 anos e natural de Nova Iguaçu - RJ

Fiuk

Camarote - Ator e cantor, 30 anos e natural de São Paulo - SP

Gilberto

Pipoca - Doutorando em economia, 29 anos e natural de Jabotão - PE

Juliette

Pipoca - Advogada e maquiadora, 31 anos e natural de Campina Grande - PB



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