Domitila Barros

Domitila Barros

Integrante do grupo Camarote do Big Brother Brasil, modelo, atriz e ativista pernambucana de 38 anos conquistou o título de Miss Alemanha 2022

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A história de vida de Domitila Barros é tão improvável e cheia de reviravoltas que poderia ser confundida com um filme. Nascida na comunidade do Morro da Conceição, em Recife, Pernambuco, sua vida foi, como ela mesma diz, “marcada por violência, miséria e fome”.

No entanto, ela conseguiu transformar esta realidade: se engajou em causas sociais, foi reconhecida pela Unesco, formou-se em Serviço Social, fez mestrado em Ciências Políticas e Sociais na Europa, virou atriz, modelo e, em 2022, foi a primeira imigrante e negra a ser coroada Miss Alemanha. Agora, como integrante do Camarote do BBB 23, realiza um sonho de infância: ser artista da Globo.

“A minha história é um pouco inusitada. Muitas vezes, quando falo da minha vida, as pessoas pensam que é uma fantasia.”
Dura realidade

Moradores da periferia de Recife, os pais de Domitila fundaram, antes mesmo de a filha nascer, uma organização não governamental que atendia crianças em situações de risco na região. Ela cresceu neste ambiente, convivendo com pessoas das mais variadas origens.

“Eu tomava café da manhã com o prefeito, almoçava com os meninos de rua e jantava com o bispo. Então, aprendi desde o berço a lidar com seres humanos diferentes”.

Aos 7 anos, Domitila começou a fazer aulas de dança e teatro com as crianças do projeto. “Isso foi muito importante para mim, porque naquela realidade eu podia, duas vezes por semana, ser atriz, cantora, cientista... Foi ali que aprendi que podia ser o que quisesse”, lembra.

Para superar o trauma de perder um ente querido por bala perdida, aos 12 anos ela começou a dar aulas de alfabetização para as crianças do projeto, se engajando cada vez mais nas causas sociais. Esta iniciativa fez com que, aos 15, fosse reconhecida pela Unesco e convidada para conhecer a Disney.

“Imagina, o sonho de muitas meninas de comunidade é ir para a Disney no aniversário de 15 anos. Eu nunca ia ter condições financeiras de fazer isso, mas como ganhei o prêmio ‘Sonhadoras do Milênio’, eles me levaram. Lá, fiz uma palestra para a delegação da Unesco explicando por que uma menina tem que dar aula na comunidade se eles estão sendo pagos para mudar a realidade das crianças no mundo inteiro”.

“Sempre gostei muito de estudar e sabia que seria a educação que iria salvar a minha vida. Era a única esperança que eu tinha.”

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